Glossário de Termos e Expressões Budistas

O presente glossário atualizado, com mais de 2.000 verbetes foi compilado de diversas fontes disponíveis na Internet, e de livros sobre Budismo

[Sk]: do Sânscrito; [Jp]: do Japonês; [Lt]: do Latim; [Ch] do Chinês,  [Tib] do Tibetano.

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DAGOBA (sing.) – veja STUPA.

DAIBA ou Devadatta (em Sânscrito, Pali e Japonês: Daibadatta). Filho de Dronodana (ou Amritodana), irmão de Ananda e primo de Sidarta Gautama (o Buda), de quem se tornou, inicialmente, um discípulo e, posteriormente, inimigo. Buda foi atormentado por seu primo Daiba, e demônios também nos espreitam insistentemente. O interessante é que, com o passar do tempo, os demônios estão cada vez mais desesperados; atualmente, ele agem com vigor e força leonina. Todos poderão comprovar a veracidade das minhas palavras através dos fatos que nos últimos tempos estão sendo freqüentemente publicados pelos jornais. Por isso pode-se imaginar que a derrota do demônio está iminente. Quanto mais máculas o ser humano tiver, mais livremente será manipulado por eles, através dos elos espirituais maléficos. Dessa forma, inconscientemente, como os demônios vêm agindo à vontade há milhares de anos, continuam com sua maldade e pensam que nada mudou, porque desconhecem a Transição do Mundo Espiritual. Entretanto, como essa transição está se processando, é com razão que eles estão confusos e ainda não despertaram. À medida que o Mundo Espiritual vai clareando, a luz vai se tornando mais intensa. Quer dizer que está chegando a época de terror para o demônio, pois Luz é o que ele mais teme; diante dela, ele se encolhe e perde a força de ação. É por isso que até nas experiências mediúnicas, se não apagarem a luz, esses espíritos não podem atuar. Só ocorre o contrário quando se trata de um espírito muito elevado.

DAIGIDAN (jap.) – grande dúvida; um dos TRÊS PILARES DO ZEN. DAINICHI-KYÔ (jap.) – veja MAHAVAIROCHANA-SUTRA.

Daihi Kannon (大悲 ) - Veja Senju Kannon .

daimoku (jap.) [1] Título de um sutra, em especial, título do Sutra do Lótus, ou Myoho-renge-kyo. [2] Recitação de Nam-myoho-renge-kyo no Budismo de Nichiren Daishonin.

Daimuryojukyo - Sutra Maior do Buda Amida (Sutra Sukhavativyuha Maior) Este Sutra expõe a Sagrada História de Amida e foi entregue pelo Buda Shakyamuni

Dainichi Nyorai ( ) - nome japonês de Vairocana , do qual o kami Amaterasu japonês é considerado uma emanação (ver honji suijaku ).

DAIOSHÔ (jap.) – grande monge; termo honorífico de mestres ZEN.

Daisaku Ikeda Nasceu em Tóquio, Japão, em 2 de janeiro de 1928. Formado pela Escola Superior Fuji, na área de Economia, é atualmente presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), uma das maiores organizações não governamentais das Nações Unidas, com mais de 12 milhões de associados em 192 países e territórios. Fundou várias instituições educacionais e culturais, como as escolas Soka (da educação infantil ao ensino superior), a Associação de Concertos Min-On, o Instituto de Filosofia Oriental e o Mu- seu de Artes Fuji de Tóquio. Pacifista, filósofo, poeta laureado e escritor, com obras traduzidas para mais de vinte línguas, é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1992, ocupando a cadeira de no 14. Ikeda acredita que um movimento popular centralizado nas Nações Unidas é a chave para transformar o mundo, onde imperam a desunião e a hostilidade, num lugar de coexistência pacífica. Por isso, apresenta anualmente, no dia 26 de janeiro, aniversário de fundação da SGI, sua proposta de paz. A SGI é oficialmente registrada como ONG no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc), no Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), no Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas (UNDPI) e na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Também integra a Federação Mundial das Associações das Nações Unidas (WFUNA).

DAISHI (jap.) – grande mestre; título honorífico do buddhismo japonês.

DAISHIKAN (jap.) – grande raiz de fé; um dos TRÊS PILARES DO ZEN. DAITOKU-JI (jap.) – Monastério da Grande Virtude; um dos maiores monastérios ZEN de Kyôtô, no Japão.

DAKINI (tib. KA[N]DRO[MA]/ MKA’ GRO [MA]) – No buddhismo VAJRAYANA, ser de sabedoria feminino, irado, que transmite ensinamentos tântricos.

Dalai Lama (tib. TA LA’I BLA MA) – Oceano de Sabedoria; título honorífico concedido pelo príncipe mongol Althan Kham ao líder da escola tibetana GELUG, em 1578. “o lama com sabedoria como um oceano”, líder secular e espiritual da Tibete como nomeado pelos mongóis.

Dana - O Buda colocou dana, que significa “doar” ou “generosidade” em sânscrito, bem no início do caminho do bodisatva porque é algo que todos podemos fazer. Por mais deludidos que possamos estar, por mais raiva que tenhamos, por mais ciumentos ou gananciosos que possamos ser, ainda assim podemos doar. É uma qualidade muito básica. Não precisamos atingir nenhuma elevação espiritual para aprender a doar. Doar significa abrir as mãos e o coração. É uma maneira muito bonita de responder aos outros.

dana (sânsc. e pali) – Generosidade ou doação; no budismo, também se refere à prática de cultivar a generosidade; um dos seis PARAMITAS.

dana: generosidade; liberalidade; oferendas; dádivas. Especificamente dar para satisfazer qualquer uma das quatro necessidades dos monásticos. Em termos mais gerais, a inclinação para a generosidade, sem esperar qualquer forma de recompensa por parte de quem recebe. Dana é o primeiro tema no sistema de treinamento gradual do Buda ( veja anupubbi-katha), o primeiro dos dez paramis, um dos sete tesouros (veja dhana), e o primeiro dos três fundamentos para atos meritórios (veja sila e bhavana).[Mais]

DANGYÔ (jap.) – veja LIU-TSU TA-SHIH FA-PAO-T’AN-CHING.

danka ( ) - uma família ou indivíduo afiliado a um determinado templo é chamado de danka . Veja também sistema danka

danka-seido / sistema danka ( 制度 ) - um sistema no qual uma família (a danka ) contribui para o sustento de um determinado templo budista, que em troca fornece seus serviços. Este tipo de afiliação ao templo tornou-se obrigatório durante o período Edo , quando era usado pelo xogunato para fins políticos (ver também terauke ).

Darma (sânscr. dharma; jap. hō) Verdade, Lei; o ensinamento do Buda. Termo fundamental do budismo que abrange uma variedade de significados, entre os quais estão: lei, verdade, doutrina, ensinamento do Buda, virtude, boa conduta, religião, natureza, característica, elementos da existência e fenômenos.

DARUMA (jap.) – veja BODHIDHARMA.

Décimo sétimo voto: Quando Eu tiver obtido o Estado de Buda, os imensuráveis Budas nos mundos das dez dimensões recitarão e louvarão o meu Nome. Se, entretanto, isto não ocorrer, não atingirei EU a Perfeita Iluminação.

Decompondo-se a nos kanjis, ver-se-á que «dō» quer dizer «caminho», «estrada» ou «trilha» (sentido espiritual), e «jō», «lugar», «espaço físico», «sítio».

delusão – Fator mental que surge da atenção imprópria e torna a mente agitada e descontrolada. Existem três delusões principais: ignorância, apego e aversão. Delas nascem todas as demais: medo, inveja, orgulho e arrogância, avareza, dúvida e outros.

DENKÔROKU (jap.) – Transmissão da Luz; coletânea de episódios sobre as transmissões da escola SÔTÔ ZEN.

desejos mundanos (sânscr. klesha; jap. bonnō) Termo genérico para todas as funções negativas da vida, incluindo os desejos e as ilusões no sentido abrangente, que dão origem aos sofrimentos físicos e espirituais, e impedem a busca da iluminação.

deva (devata): tradução literal: "luminoso" – divindades habitantes dos paraísos que como regra são invisíveis aos seres humanos. Os devas estão sujeitos no entanto, tal como os seres humanos e demais seres, ao ciclo de renascimentos, envelhecimento e morte.(veja sagga e sugati).[Mais]

deva (sânsc. e pali) muitos tipos diferentes de seres não humanos que compartilham as características de serem mais poderosos, ter uma vida mais longa e, em geral, viver com mais satisfação do que o ser humano médio – deus, divindade; um dos seus GATI.

Devadatta ou Daiba (sânscr.; jap. Daibadatta) Primo de Shakyamuni que, a princípio, foi discípulo do Buda mas, depois, tornou-se inimigo deste. Movido pela arrogância, Devadatta tentou matar Shakyamuni para tomar-lhe o lugar. Provocou a desunião na Ordem budista e cometeu vários atentados contra a vida do Buda. Conta-se que ele caiu vivo no inferno. No entanto, o capítulo “Devadatta” do Sutra do Lótus prediz sua iluminação futura.

devadatta: um primo do Buda que tentou criar um cisma na Sangha e que desde então se tornou emblemático para todos Budistas que atuam consciente ou inconscientemente para minar a religião por dentro.

Devoção[Lt. devotio, onis] Segundo um dos principais significados latinos, “voto com que alguém se obriga, se consagra, se dedica”. Portanto, no contexto Shin, o legítimo devoto é o bodisatva Dharmakara, que através de seus votos tornou-se o Buda Amida. É dos Bodisatvas e Budas (ver ‘Amida’, ‘Bodisatva’, ‘Oyasama’) que se originam todos os meios para a salvação dos seres que sofrem; sendo assim, cabe ao adepto shin-budista uma atitude de receptividade sincera, um “ouvir” constante do Voto Compassivo de Amida (ver ‘Mon’).

devoto do Sutra do Lótus (jap. Hokekyō-no-gyōja) Aquele que propaga e pratica o Sutra do Lótus em exato acordo com os ensinamentos do sutra.

dez fatores (jap. jū-nyoze) Princípio que esclarece os fatores comuns a todas as formas de vida, em qualquer dos dez mundos. São relacionados no capítulo “Meios Apropriados” do Sutra do Lótus. Eles são: aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim. Este último é o fator unificador que dá coesão a todos os fatores entre si, do início ao fim.

dez Más Ações são: 1) matar; 2) roubar; 3) cometer adultério; 4) mentir; 5) usar linguagem dúbia; 6) falar mal do próximo; 7) adular; 8) não controlar os desejos; 9) entregar-se à cólera; 10) aceitar doutrinas errôneas.

dez mundos (jap. jikkai) Originalmente, os dez mundos eram vistos como locais fisicamente distintos, cada um deles habitado pelos respectivos seres. Entretanto, o Sutra do Lótus ensina que cada um dos dez mundos contém inerentemente todos os dez. Com base nessa perspectiva, o conceito de dez mundos pode ser interpretado como estados de vida potenciais existentes em cada ser, ou seja, dez condições ou estados de vida que toda pessoa pode manifestar ou experimentar a qualquer momento. Assim, os dez mundos correspondem, respectivamente, aos estados de: 1) inferno; 2) fome; 3) animalidade; 4) ira; 5) tranquilidade ou humanidade; 6) alegria; 7) erudição; 8) autorrealização; 9) bodisatva; e 10) buda.

Dezesseis características das quatro nobres verdades - Buda ensinou que cada uma das quatro nobres verdades possui quatro características especiais. As quatro características das verdadeiras cessações são: cessação, paz, aquisição suprema e abandono definitivo; As quatro características das verdadeiras origens são: causa, origem, forte produção e condição; As quatro características dos verdadeiros sofrimentos são: impermanência, sofrimento, vacuidade e vazio do si-mesmo;  e as quatro características dos verdadeiros caminhos são: caminho, antídoto, conquista e abandonador definitivo.

dhamma (Skt. dharma): constituição ou natureza de alguma coisa; norma, lei, doutrina; justiça, retidão; qualidade; coisa, objeto da mente, fenômeno. Nos textos a palavra dhamma é encontrada com todos esses significados. Também, princípios de comportamento que os seres humanos deveriam seguir de forma a se encaixar dentro da ordem natural das coisas; qualidades da mente que se deveria desenvolver de forma a compreender a mente em si mesma. Por extensão, "dhamma" também é usado para se referir a qualquer doutrina que ensine essas coisas. Portanto o Dhamma do Buda se refere tanto aos seus ensinamentos como à experiência direta da qualidade de nibbana para o qual esses ensinamentos estão direcionados.

Dhamma / dharma Muitas vezes se refere às doutrinas e ensinamentos da fé, mas pode ter usos mais amplos. Além disso, é um termo técnico importante que significa algo como "fenomenológico constituinte." Isso leva ao potencial de confusão, trocadilhos e duplo sentido, já que o último significado geralmente tem conotações negativas

dhammacakka / dharmacakra Uma representação simbólica do dharma, também conhecida como Roda do Dharma

DHAMMAPADA (pali) – uma escritura budista versificada tradicionalmente atribuída ao Buda - parte do KHUDDAKA-NIKAYA com com 426 versos sobre o ensinamento buddhista. O Khuddaka Nikāya é a última das cinco nikayas, ou coleções, no Sutta Pitaka, que é uma das "três cestas" que compõem o Pali Tipitaka, as escrituras do budismo Theravada. Este nikaya consiste em quinze, quinze ou dezoito livros em diferentes edições sobre vários tópicos atribuídos ao Buda e seus principais discípulos. 

dhammapala / dharmapala Uma divindade temível, conhecida como protetora do Dharma

dhamma-vicaya: investigação dos fenômenos. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). A explicação deste fator da iluminação sugere que apesar da “investigação dos fenômenos” ser identificada sob o ponto de vista técnico com a sabedoria, pañña, a função inicial de pañña como fator da iluminação não é discernir as três características, (sofrimento, etc.), mas simplesmente discriminar entre as qualidades mentais benéficas e prejudiciais que se tornam aparentes com o aprofundamento da atenção plena. [Mais]

Dhammavinaya o dharma e vinaya (aproximadamente "doutrina e disciplina") consideradas em conjunto. Este termo significa essencialmente todos os ensinamentos do budismo como ensinados aos monges

dhamma-vinaya: "doutrina (dhamma) e disciplina (vinaya)." O nome dado pelo Buda para os seus ensinamentos.

dhana: tesouro (s). As sete qualidades de convicção (saddha), virtude (sila), vergonha e temor de cometer transgressões (hiri-ottappa), estudo, generosidade (dana), e sabedoria (pañña).

DHARANI (sânsc.) – Uma frase mística que contém significados ilimitados. No buddhismo MAHAYANA e VAJRAYANA, pequenas escrituras com sílabas de significado simbólico, geralmente mais longos que os MANTRAS.

DHARMA (sânsc.; paliDHAMMA; chin. FA; jap. HÔ; tib. CHÖ/ CHOS) – o ensinamento de BUDDHA, uma das Três Jóias (TRIRATNA); com letra minúscula, dharma geralmente se refere a um fenômeno ou manifestação da realidade. São os ensinamentos transmitidos por Buddha Shakyamuni. A prática do Dharma proporciona o desenvolvimento espiritual do praticante, a medicina espiritual que cura os sofrimentos do corpo e da mente até o completo cessamento do sofrimento e o alcance da felicidade e paz perenes. Veja dhamma

DHARMACHAKRA (sânsc.; paliDHAMMACHAKKA) – roda do Dharma; o símbolo do buddhismo.

DHARMAGUPTAKA (sânsc.; paliDHAMMAGUTTIKA; chin. LÜ-TSUNG; jap. RITSU[-SHÛ]) – protetor do ensinamento; escola fundada pelo monge indiano Dharmaguptaka, pertencente ao grupo STHAVIRAVADA.

Dharmakara [Sk] Ver ‘Amida’. – corpo do Dharma; um dos três corpos

DHARMAKAYA (sânsc.; tib. CHÖKU/ CHOS SKU) [Sk] ‘Corpo Dármico’; o corpo da Realidade Última, um dos três corpos de um buda (TRIKAYA).

DHARMAKIRTI – monge indiano (século VII) da filosofia YOGACHARA. DHARMAPALA – guardião dos ensinamentos, protetor do DHARMA.

DHATU (sânsc.) – campo, esfera, reino (do desejo, da forma e da não-forma). DHATUGABBHA (pali) – veja STUPA.

dhatu: elemento; propriedade, condição impessoal. Os quatro elementos físicos ou propriedades são terra (solidez), água (coesão), ar (movimento), e fogo (calor). Os seis elementos incluem os mencionados anteriormente mais espaço e consciência.

DHATUGARBHA (sânsc.) – veja STUPA.

dhutanga: práticas ascéticas voluntárias que monges e outros praticantes de meditação podem adotar de tempos em tempos ou como um compromisso a longo prazo de forma a cultivar a renúncia e o contentamento/satisfação, e para estimular a energia. Para os monges existem treze práticas deste tipo: (1) usar somente mantos feitos com retalhos; (2) usar somente um conjunto de três mantos; (3) esmolar alimentos; (4) não evitar nenhum doador de esmola de alimentos; (5) não comer mais do que uma refeição ao dia; (6) comer somente da tigela de coleta de esmola de alimentos; (7) recusar qualquer alimento oferecido depois da coleta de esmola de alimentos; (8) morar na floresta; (9) morar sob uma árvore; (10) viver a céu aberto; (11) viver em um cemitério; (12) estar satisfeito com qualquer moradia que tenha; (13) dormir sentado e nunca se deitar.[Mais]

DHYANA (sânsc.; paliJHANA; chin. CH’AN; jap. ZEN; tib. SAMTEN/ BSAM GTAN) – concentração, absorção meditativa.

DHYANI-BUDDHA (sânsc.) – BUDDHA meditacional; no buddhismo MAHAYANA, os cinco buddhas transcendentes que representam os aspectos da mente iluminada; VAIROCHANA, AMITABHA, AMOGHASIDDHI, AKSHOBHYA e RATNASAMBHAVA.

DI (SAMA/SAN/TYAN) Titio, Tio

DĪ (SAMA/SAN/TYAN) Vovô, Avô

DIGHA-NIKYA (pali) – Coleção Longa; uma das seções do SUTTA PITAKA.

DIGNAGA – monge indiano (480-540) da escola YOGACHARA.

DIIN Templo

DIMUSHO Escritório

DIPAMKARA – BUDDHA lendário de um passado distante.

Discípulo – aprendiz e seguidor, disposto a praticar o Dharma, manter e dar continuidade no trabalho do seu mestre.

ditthi: (tradução literal: visão). entendimento, idéia, opinião. Se não estiver qualificado com samma (correto) se refere em geral a entendimentos ou idéias/opiniões ruins e prejudiciais (miccha) que devem ser rejeitados por ser fonte de conduta e aspirações ruins e capazes de conduzir os seres aos abismos mais profundos da depravação.

() - Lit. corredor. Sufixo para o nome dos edifícios que fazem parte de um templo. O prefixo pode ser o nome de uma divindade associada a ele (por exemplo, Yakushi-dō , ou salão Yakushi ) ou expressar a função do edifício dentro do complexo do templo (por exemplo, hon-dō , ou salão principal). Ver também Butsu-dō , hō-dō , hon-dō , jiki-dō , kaisan-dō , kō-dō , kon-dō , kyō-dō , mandara-dō , miei-dō , mi-dō , sō -dō ,Yakushi-dō e zen-dō.

doan No Zen, um termo para a pessoa que toca o sino que marca o início e o fim do Zazen

docho, cara: certificado oficial para monges e freiras emitido pelo governo

Dogen A história do treinamento e da iluminação de Mestre Dogen (1200 – 1253) é particularmente interessante. Fundador do famoso mosteiro de Eihei-ji no Japão, Dogen Zenji pode ser considerado como o patriarca da escola Soto Zen do Budismo Japonês. Além disso, escreveu a famosa e impressionante obra Shobogenzo com seus 95 capítulos, considerada por muitos filósofos atuais uma pérola do pensamento oriental, onde são estabelecidos os pilares da prática do Zen e do treinamento espiritual.
Órfão de pai e mãe aos oito anos de idade, Dogen já na infância experimentou profundamente a impermanência dessa vida, o que o levou aos 13 anos de idade a ingressar em um monastério budista e receber a ordenação como monge da escola Tendai. Desde os primeiros anos já demonstrava uma grande inclinação para a busca espiritual, e dentro da sua mente a seguinte questão agravava-se cada vez mais: “se todos os seres já possuem a natureza iluminada, então porque é necessário praticar para alcançá-la?”. Essa pergunta não lhe deu paz, e o fez procurar seriamente por um mestre qualificado que pudesse lhe dar uma resposta satisfatória.

DÔGEN ZENJI – monge ZEN japonês (1200-1253), fundador da escola SÔTÔ.

DÔ-HAI - Colegas

DOJÔ ou Dojo (em japonês: 道場 Dōjō, lit. “Local do caminho”?) O dojô, ou "local de treino" para a prática do budismo é a vida secular e cotidiana, não uma clausura ou local privilegiado. É também o local onde se treinam artes marciais japonesas. Muito mais do que uma simples área, o dojô deve ser respeitado como se fosse a casa dos praticantes. Por isso, é comum ver o praticante fazendo uma reverência antes de adentrar, tal como se faz nos lares japoneses.
Costuma-se referir a um academia de judô, aiquidô, caratê etc. como um dojô, mas se trata de coisas distintas. A palavra «dojô» somente se refere ao espaço físico onde se desenvolve o treino de uma arte marcial japonesa, enquanto academia se refere ao sítio onde se pratica alguma modalidade esportiva, ou não. Logo, «dojô» é o lugar onde se pratica o «caminho de uma arte marcial».
Isto quer dizer que um pintor alcança a felicidade pintando, um médico realizando cirurgias e um budoca, praticando uma arte do budô. O termo foi emprestado do zen-budismo, significando “lugar de iluminação”, onde os monges praticavam a meditação, a concentração, a respiração, os exercícios físicos e outros mais.

Dokuju shogyo: prática das “Cinco ações corretas” (Goshogyo): Fazer a leitura das obras Shoshingue e Gobunsho. A parte principal Goshogyo é o “Shomyo”, sendo chamada de “Shougou”, do OTSUTOME = a prática diária do budista

DOKUSAN (jap.) – Um encontro privado entre um aluno Zen e o mestre. É um elemento importante no treinamento Rinzai Zen, pois fornece uma oportunidade para o aluno demonstrar compreensão

domanassa: tristeza, desprazer, angústia. Uma sensação de dor mental.

DORJE (tib. RDO RJE) – veja VAJRA.

DORYOKU - Esforço

DOSA (pali) – raiva, ódio, má vontade.

dosa: aversão; ódio; raiva. Uma das três raízes (mulade estados prejudiciais na mente. Veja também vyapada.

DOSHÔ – monge japonês (629-700), fundador da escola HOSSÔ.

DRILBU (tib. DRIL BU) – veja GANTHA.

DUHKHA (sânsc.; paliDUKKHA; chin. K’U; jap. KU; tib. SDUG BSNGAL/ DUNGEL) – uma das QUATRO VERDADES NOBRES. Sofrimento; dor; insatisfação, estresse, imperfeição. A natureza da existência de acordo com a primeira Nobre Verdade. Veja também: TRILAKSHANA.

dukkha: (1) sensação (vedanadolorosa que pode ser física e/ou mental. (2) sofrimento, estresse. Na primeira Nobre Verdade e na segunda das três características da existência (ti-lakkhanao termo dukkha não está limitado à experiência da dor (1) mas se refere à natureza insatisfatória e a insegurança geral de todos os fenômenos condicionados que por conta da sua impermanência, estão todos sujeitos ao sofrimento e isso inclui também as experiências agradáveis. Dessa forma a primeira verdade não nega a existência das experiências agradáveis o que é às vezes erroneamente assumido. Dukkha tem o sentido literal de algo duro de aguentar. Talvez uma expressão que diz respeito a pessoas mas que captura bem a noção de dukkha seja mala-sem-alça.[Mais]

DVESHA (sânsc.) – raiva, ódio, má vontade.

Dyusseigue - Hino de Reafirmação do Vot

Dzogchen (tib. RDZOGS CHEN) – O estado natural intrínseco de cada ser senciente. Grande Perfeição; principal ensinamento da escola tibetana NYINGMA.